Quando se fala em infarto, a imagem que vem à cabeça é a de um homem levando a mão ao peito. Esse estereótipo tem um custo real para as mulheres: a doença do coração é uma das principais causas de morte feminina — e, nelas, os sintomas nem sempre seguem o "roteiro" clássico.
Resumo rápido
- Doença cardiovascular é uma das principais causas de morte entre mulheres.
- Na mulher, o infarto pode se manifestar com sintomas menos "típicos".
- Cansaço extremo, falta de ar e enjoo podem ser sinais — não só dor no peito.
- Conhecer os fatores de risco e cuidar deles é a melhor prevenção.
Um risco subestimado
Por muito tempo, a doença cardíaca foi vista como "coisa de homem". Isso levou a menos atenção e a diagnósticos mais tardios em mulheres.[1] A verdade é que o coração feminino também adoece — especialmente após a menopausa, quando a proteção hormonal diminui.
Por que isso importa: quando a mulher (e às vezes até quem a atende) não associa os sintomas ao coração, o socorro pode demorar — e no infarto, tempo é músculo cardíaco.
Sintomas que podem enganar
Além da clássica dor ou aperto no peito, o infarto na mulher pode vir com sinais mais sutis:
- Cansaço extremo e incomum;
- Falta de ar;
- Enjoo, suor frio, tontura;
- Dor nas costas, no pescoço, na mandíbula ou no braço.
Esses sintomas podem ser confundidos com estresse, ansiedade ou "má digestão" — por isso a atenção é fundamental.[1]
Cuidar do coração
- Controlar pressão, colesterol e glicose com acompanhamento médico;
- Não fumar e moderar o álcool;
- Movimento no dia a dia e alimentação equilibrada;
- Cuidar do sono e do estresse.
Na dúvida, procure ajuda. É melhor ir ao pronto-socorro e não ser nada do que ignorar um sinal do coração. Confie no seu corpo — se algo está muito diferente, busque atendimento.
Referências
- American Heart Association — Go Red for Women. Heart Disease in Women. goredforwomen.org